segunda-feira, 31 de maio de 2010
Minha tristeza...
"Somos o que há de melhor
Somos o que dá pra fazer
O que não dá pra evitar e
não se pode escolher"
"Tristeza vai e vem
Entra no meu peito
sem permissão
e teima em não sair
A vida é mesmo assim
Pra chorar e pra sorrir
Levantar e cair
de novo, de novo"
Somos o que dá pra fazer
O que não dá pra evitar e
não se pode escolher"
"Tristeza vai e vem
Entra no meu peito
sem permissão
e teima em não sair
A vida é mesmo assim
Pra chorar e pra sorrir
Levantar e cair
de novo, de novo"
domingo, 9 de maio de 2010
Infinita highway
"Mas não precisamos saber pra onde vamos
Nós só precisamos ir
Não queremos ter o que não temos
Nós só queremos viver
Sem motivos, nem objetivos
Nós estamos vivos e é tudo
É sobretudo a lei
Dessa infinita highway"
♪♫♪ "E o fim é belo e incerto, depende de como você vê..." ♪♫♪
*Sonho: Dirigir a 100km/h em uma highway ao pôr do sol ouvindo uma música desconhecida alternativa...
De repente...
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
(Vinícius de Moraes)
sábado, 8 de maio de 2010
Bossa Nova
Toquinho - Carta ao Tom 74
Rua Nascimento Silva, cento e sete
Você ensinando prá Elizete as canções de canção do amor demais
Lembra que tempo feliz, ai que saudade,
Ipanema era só felicidade
Era como se o amor doesse em paz
Nossa famosa garota nem sabia
A que ponto a cidade turvaria este
Rio de amor que se perdeu
Mesmo a tristeza da gente era mais bela e além disso se via da janela
Um cantinho de céu e o Redentor
É, meu amigo, só resta uma certeza, é preciso acabar com essa tristeza
É preciso inventar de novo o amor
Rua Nascimento Silva, cento e sete
Eu saio correndo do pivete tentando alcançar o elevador
Minha janela não passa de um quadrado, a gente só vê Sérgio Dourado
Onde antes se via o Redentor
É, meu amigo, só resta uma certeza, é preciso acabar com a natureza
É melhor lotear o nosso amor
Rua Nascimento Silva, cento e sete
Você ensinando prá Elizete as canções de canção do amor demais
Lembra que tempo feliz, ai que saudade,
Ipanema era só felicidade
Era como se o amor doesse em paz
Nossa famosa garota nem sabia
A que ponto a cidade turvaria este
Rio de amor que se perdeu
Mesmo a tristeza da gente era mais bela e além disso se via da janela
Um cantinho de céu e o Redentor
É, meu amigo, só resta uma certeza, é preciso acabar com essa tristeza
É preciso inventar de novo o amor
Rua Nascimento Silva, cento e sete
Eu saio correndo do pivete tentando alcançar o elevador
Minha janela não passa de um quadrado, a gente só vê Sérgio Dourado
Onde antes se via o Redentor
É, meu amigo, só resta uma certeza, é preciso acabar com a natureza
É melhor lotear o nosso amor
Linda canção. Queria ter nascido naquele tempo... "Meu Brasil, brasileiro. Terra de samba e pandeiro..." Hoje as músicas são tão banais... Bossa Nova... Tom Jobim, Chico Buarque, Vinícius de Moraes, Toquinho, dentre outros, traziam em seus versos a poesia da vida.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Dar não é fazer amor
DAR NÃO É FAZER AMOR
Dar é dar.
Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido.
Mas dar é bom pra cacete.
Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca...
Te chama de nomes que eu não escreveria...
Não te vira com delicadeza...
Não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom.
Melhor do que dar, só dar por dar.
Dar sem querer casar....
Sem querer apresentar pra mãe...
Sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.
Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral...
Te amolece o gingado...
Te molha o instinto.
Dar porque a vida é estressante e dar relaxa.
Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.
Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito.
Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem
esperar ouvir futuro.
Dar é bom, na hora.
Durante um mês.
Para os mais desavisados, talvez anos.
Mas dar é dar demais e ficar vazio.
Dar é não ganhar.
É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir.
É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar
o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar:
"Que que cê acha amor?".
É não ter companhia garantida para viajar.
É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia.
Dar é não querer dormir encaixadinho...
É não ter alguém para ouvir seus dengos...
Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.
Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor.
Esse sim é o maior tesão.
Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar
Experimente ser amado...
(Luís Fernando Veríssimo)
No que eu me encontro
Pensarei que o céu, o ar, a terra, as cores, as figuras, os sons, e todas as coisas exteriores que vemos não passam de ilusões e enganos de que ele [um deus enganador] só serve para surpreender minha credulidade. Considerar-me-ei a mim mesmo com não tendo mãos, nem olhos, nem carne, nem sangue, como não tendo nenhum dos sentidos, mas acreditando falsamente possuir todas essas coisas. Permanecerei obstinadamente apegado a esse pensamento; e se por esse medo, não estiver em meu poder atingir o conhecimento de nenhuma verdade, pelo menos estará em meu poder fazer a suspensão de meu juízo [...]
René Descartes
Máscara
"Não perdi a minha alma,
Fiquei com ela, perdida.
Assim eu choro da vida,
A morte da minha alma."
(Mário de Sá-Carneiro)
"Tramando um traição ao mundo real por outro mundo que já nem consegue fingir."
(adaptado de crítica ao poema de Mário de Sá-Carneiro: Aquele outro)
Fiquei com ela, perdida.
Assim eu choro da vida,
A morte da minha alma."
(Mário de Sá-Carneiro)
"Tramando um traição ao mundo real por outro mundo que já nem consegue fingir."
(adaptado de crítica ao poema de Mário de Sá-Carneiro: Aquele outro)
Mário de Sá-Carneiro se suicidou aos 26 anos. Talvez eu até entendo o porque. Ou talvez seja muita pretensão minha em dizer isso. Mas, sei que é difícil lidar com os fantasmas internos, pois eles nos perturbam dia e noite. São nossos companheiros nas horas mais inadequadas. Não digo isso como um psicólogo que analisa superficialmente a vida alheia sem ter passado por semelhante situação. Falo isso, porque vivo disso. É a minha luta diária. Às vezes o cansaço bate à porta e me vejo perdida, mas a vida sem continua... sem parar, e te leva por caminhos que você nunca imaginou passar.
Bom, não quero me estender muito neste assunto. Deixo apenas esses versos acima, para que possam ser analisados.
Bom, não quero me estender muito neste assunto. Deixo apenas esses versos acima, para que possam ser analisados.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Lanterna dos Afogados

Quando tá escuro
E ninguém te ouve
Quando chega a noite
E você pode chorar
Há uma luz no túnel dos desesperados
Há um cais de porto
Pra quem precisa chegar
Eu estou na lanterna dos afogados
Eu estou te esperando
Vê se não vai demorar
Uma noite longa
Pra uma vida curta
Mas já não me importa
Basta poder te ajudar
E são tantas marcas
Que já fazem parte
Do que eu sou agora
Mas ainda sei me virar
Eu tô na lanterna dos afogados
Eu tô te esperando
Vê se não vai demorar
E ninguém te ouve
Quando chega a noite
E você pode chorar
Há uma luz no túnel dos desesperados
Há um cais de porto
Pra quem precisa chegar
Eu estou na lanterna dos afogados
Eu estou te esperando
Vê se não vai demorar
Uma noite longa
Pra uma vida curta
Mas já não me importa
Basta poder te ajudar
E são tantas marcas
Que já fazem parte
Do que eu sou agora
Mas ainda sei me virar
Eu tô na lanterna dos afogados
Eu tô te esperando
Vê se não vai demorar
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